Novembro 2010
Cães de guerra no corpo de fuzileiros
No Teatro de Operações de Moçambique, durante a Guerra Colonial, em virtude da profusão de minas A/C e A/P colocadas nas zonas de actividade da FRELIMO, foram utilizados Cães de Guerra pelos Fuzileiros, adquiridos à África do Sul e empregues essencialmente por pessoal especializado em "pisteiro de combate".
O desiderato era recorrer às várias capacidades dos animais como o olfacto, o ouvido, a melhor visão à noite, maior mobilidade e velocidade, colaborando de modo profícuo na detecção de minas, armadilhas e emboscadas.
A título de exemplo, durante a comissão de serviço em Moçambique da Companhia de Fuzileiros n.º 8, no período de 1965/1968, foram usados Cães de Guerra na patrulha da Estação Radionaval de Lourenço Marques (actual Maputo), no Aquartelamento dos Fuzileiros em Machava, nas patrulhas pela cidade da Polícia Naval e em Paradas Militares.
Eram cerca de 8 a 10 Pastores Alemães cada um com o seu respectivo canil individual, sendo que as instalações eram dotadas de um óptimo campo de treino/obstáculos para ensino e manutenção.
A título de curiosidade, o Estado na época garantia para alimentação dum cão uma quantia superior à da abonada a uma Praça!
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Porto de Lisboa
O porto de Lisboa movimentou mais de um milhão de toneladas durante o mês de setembro, o que representa um crescimento de 5,5%, relativamente a igual período do ano passado. A carga contentorizada foi a principal responsável pelo aumento das quantidades movimentadas no mês de setembro, com um incremento de 9,2%. Também a carga fracionada e a carga Ro-Ro registaram crescimentos assinaláveis.
No que diz respeito à movimentação de contentores, é de salientar o crescimento registado no número de teu (mais 6,4%) e no número de contentores (mais 6,7%). Para tal, muito contribuiu o crescimento registado pelo Terminal de Contentores de Alcântara, com mais 15,5% no número de teu, e mais 20,5% no número de contentores. De referir que a carga fracionada registou um crescimento de mais 37,4%, bem como a carga Ro-Ro, com mais 41,5%, comparativamente com setembro do ano passado.
Em termos acumulados, comparando com igual período de 2009, o porto de Lisboa regista um crescimento de mais três por cento no total de mercadorias, o que representa mais de 9.000.000 toneladas movimentadas entre janeiro e setembro. O crescimento registado em setembro reforça a previsão de um ano de 2010 com crescimento do volume de mercadorias movimentadas no porto da capital.
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Tridente
A classe «Tridente», é a versão para a marinha portuguesa do submarino alemão, modelo U-214. Inicialmente conhecido como modelo U-209PN, este tipo de submarino, partilha todas as suas características com os submarinos do tipo U-214, pouco tendo a ver com a mais antiga série U-209. A razão da referência ao U-209PN é explicada na matéria sobre as diferenças entre U214/212/209. Os U209PN, classe Tridente vão dispor da última geração de células de combustível para o sistema de propulsão independente e serão em teoria, os mais silenciosos submarinos convencionais do mundo, embora algumas dúvidas quanto a esse silêncio estejam ainda por esclarecer, resultado da até agora falhada entrega dos submarinos U-214 gregos.
O sistema de propulsão independente AIP da HDW por células de combustível, é por muitos considerado superior ao sistema AIP dos submarinos franceses SCORPENE que também foram analisados pela marinha portuguesa. Estes últimos utilizavam um sistema de propulsão AIP de turbina a vapor em circuito fechado, que é mais ruidoso, mais pesado (implicando maiores dimensões) e menos flexível. Quando forem entregues, os dois submarinos da classe Tridente, serão os mais modernos e sofisticados submarinos convencionais europeus. O projecto do Tridente / U-214 resulta da fusão das características oceânicas dos U-209 mais antigos, com um casco mais resistente com as características hidrodinâmicas, sistemas mais modernos de propulsão e electrónica derivados do modelo de submarino alemão U-212.
Por sua vez, o U-212, de que deriva o U-214 no que respeita a sistemas, linhas exteriores e electrónica, foi desenhado para a marinha alemã, que opera essencialmente no mar do norte e no mar báltico, por isso, não tem nem a mesma autonomia, nem a mesma capacidade de mergulho, nem pode disparar mísseis dos seus tubos.Ler mais/Fonte: salvador-nautico.blogspot.com
Vouga Laura - a trabalhar no convés
Os trabalhos no convés já tinham iniciado na semana anterior com a pintura da parte interior com resina epoxi...Agora foi a vez de o aplicar... com resina epoxi, alguma paciência e 180 tachas de latão, todas simetricamente aplicadas na tentativa de disfarçar o inevitável...a "cabeçorra" daquelas tachas de latão...e ainda por cima não são nada baratinhas...
Aqui seguem algumas fotografias do trabalho realizado ontem...com o meu pai a dar os últimos retoques na ligação entre as partes do convés...
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Dezembro 2010
Navio de apoio "Sam Brás"
Foi construído como Navio-tanque pelos Estaleiros do Arsenal do Alfeite e lançado à água em 17 de Março de 1942, a cerimónia foi presidida pelo então Ministro da Marinha, acompanhado pelo Presidente da Junta Nacional da Marinha Mercante. Foi a 4.ª unidade naval construída por este estaleiro para a Marinha de Guerra Portuguesa e um dos seus maiores navios construídos, em termos de dimensão e deslocamento.
Foi aumentado ao efectivo da Marinha de Guerra Portuguesa em 13 de Novembro de 1942, incluído na 2.ª fase do Programa de Reconstrução Naval, tendo a chancela de ser o 1.º Navio-tanque (vulgo “Petroleiro”) construído em Portugal.
O propósito da sua construção adveio da necessidade da nação possuir um meio próprio para proceder ao fornecimento de combustíveis líquidos ao país, em virtude da Marinha Mercante Portuguesa não dispor deste tipo de navio, tendo sido inclusivo o único navio de pavilhão nacional a realizar tal missão durante a vigência da 2.ª Guerra Mundial.
Como navio auxiliar da Marinha de Guerra Portuguesa, recebeu o n.º de amura A 523, por inerência no que concerne a armamento era somente dotado de espingardas de repetição MAUSER 98K de 7,92 mm.
Antes da sua entrada ao serviço activo, foi da competência do Instituto Português de Combustíveis assegurar o abastecimento de combustíveis líquidos a Portugal.
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Navio de carga a energia eólica
Uma vez mais o « E-Ship 1» está novamente em Leixões atraíndo a curiosidade de muitos transeuntes, pelo aspecto original do cargueiro, com quatro grandes tubos verticais nas extremidades.
As quatro torres cilíndricas de 27 metros de altura por quatro metros de diâmetro que emergem do convés são «rotores eólicos capazes de recolher a energia do vento para auxiliar a propulsão a diesel do navio, sem interferir com as operações de carga e descarga, ao contrário dos mastros e velas», explicou a fonte.
Os rotores permitem reduzir as emissões de dióxido de carbono e de consumo de combustível fóssil «em cerca de 30 a 40 por cento do que habitualmente registam os navios de igual porte». O «E-Ship 1» efectua o transporte de essencialmente equipamento eólico da sua proprietária, Enercon GmbH, «o terceiro maior fabricante de turbinas eólicas a nível mundial».
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Farol e ermida da guia
O Cronista de D. Manuel, Damião de Góis, na obra "Lisboa de Quinhentos", datada de 1554, descreve a costa desde o Cabo da Roca ao Forte de S. Julião: "Mais para dentro, a pequena distância, no extremo da abertura do estuário de Lisboa, assenta sobre cachopos uma ermida, dedicada a Nossa Senhora chamada da Guia. À noite acendem ali uns fachos para indicar a trajecto aos mareantes, não seja caso que estes por não lobrigarem a passagem, arremessem contra vontade as naus para os baixios e rochedos". Facho ou fogaréu, era uma concha ou caldeirinha de ferro, pendurada por uma corrente num pau cruzado com outro, onde ardiam umas pinhas, estopa embebida em óleo, ou qualquer outro combustível. Eram assim as primeiras marcas luminosas da costa portuguesa.
Por decreto datado de 10 de Dezembro de 1570, D. Sebastião estabeleceu o serviço de vigia nos vários locais costa portuguesa. No entanto, segundo alguns autores, o Farol da Guia iniciou o seu funcionamento ainda em 1537, tendo sido o segundo de toda a costa, uma vez que o primeiro a ser construído, embora em forma rudimentar, foi o da Ponta de Sagres, com a alimentação a lenha, azeite ou bebida em óleo.. Quando do terramoto de 1755 ficou muito danificado, tendo-se iniciado a sua reconstrução em 1767, com a alimentação das luzes a ser produzida por azeite. Mais tarde, já no fim do século XVIII construiu-se um gasómetro cujas paredes ainda hoje existem, embora arruinadas. Começou-se então a utilizar gás. Em 1810, foi novamente reconstruído pela Junta do Comércio, sob cuja direcção se encontravam os faróis. Com o aparecimento da electricidade passaram os faróis a ser electrificados e o da Guia foi o segundo a usar este novo tipo de sinalização.
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Vouga Laura - e assim vai
Depois da primeira vistoria realizada pela APCV, e onde o "LAURA" passou com distinção...eis que a obra continua...devagar e ao sabor do vento e do frio que se faz sentir por terras do interior. E assim, lá vai aquecendo o meu irmão, ao ritmo de três a quatro réguas por dia, no trabalho da colagem da primeira camada das réguas do casco...
Já começam a ser notórias as magnificas linhas do VOUGA... trabalho notável, que só está ao alcance de alguns...boa mano velho!
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A próxima edição da Volvo Ocean Race irá passar por Lisboa em 2012. Apesar de o anúncio oficial desta presença da prova na capital portuguesa decorrer apenas na próxima quarta-feira, numa conferência de imprensa no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, o empresário João Lagos chegou já a acordo com a organização da regata de circum-navegação, com o apoio da autarquia e da administração portuária, depois de quase um ano de negociações. A escala na capital portuguesa servirá para efectuar reparações nos veleiros e para a realização de uma regata local.
O "Plastiki", um veleiro catamarã feito com garrafas PET e outros materiais reciclados, prepara-se para realizar uma viagem de mais de 20 mil quilómetros, entre S. Francisco, nos Estados Unidos, e Sidney, na Austrália, no final deste mês. Esta viagem ao longo do oceano Pacífico tem como objectivo alertar as pessoas para o problema do lixo no planeta, passando por várias regiões de importância ambiental, nomeadamente pelo depósito de plástico do Pacífico, o Great Pacific Garbage Patch, onde se acumula muito material abaixo da superfície do oceano. A embarcação, de 20 metros de comprimento, é o resultado do trabalho do ecologista David de Rothschild e é composta por um sistema de flututação com 12 mil garrafas de dois litros presas ao casco, contendo apenas 12 gramas de gelo seco.
O "Planet Solar", um barco movido a energia solar, irá iniciar uma volta ao mundo em Abril de 2011, sendo o primeiro barco com estas características a executar uma circum-navegação. Lançado recentemente em Kiel, na Alemanha, o "Planet Solar" é um catamarã com 30 metros de comprimento e 15 metros de largura e equipado com 470 m2 de painéis solares, projectado pelo suíço Raphaël Domjan e construído pela empresa alemã Knierim Yacht Club. Com capacidade para navegar 1000 quilómetros sem sol, este catamarã tem ainda a vantagem de necessitar apenas de três funcionários quando viaja a 15 km/h, recebendo até 200 passageiros. No entanto, na viagem do próximo ano este barco ecológico contará apenas com 50 pessoas e irá realizar algumas paragens estratégicas ao longo da linha do Equador, onde a incidência de raios solares é maior.
A divisão inglesa da Marina Marbella acaba de ocupar novas instalações em Poole, em Dorset, Inglaterra. A marca dedicada à venda de barcos a motor localiza-se agora no país na Parkstene Bay Marina, um local que, segundo Chris Owen, responsável pela Marina Marbella no Reino Unido, "é o segundo maior porto natural do mundo e com a maior densidade de embarcações de recreio de Inglaterra".
Os 64 passageiros do veleiro canadiano Concordia estão a salvo, depois deste ter naufragado na passada quinta-feira ao largo do Rio de Janeiro, Brasil. O veleiro pertencente à universidade canadiana West Island College International, e composto por estudantes e professores, foi afectado por ventos fortes ao passar pela costa brasileira, tendo naufragado a 300 milhas (550 quilómetros) da costa.
A Aporvela - Associação Portuguesa de Treino de Vela criou o programa "Os Jovens e o Mar", composto por várias regatas a realizar ao longo deste ano. A iniciativa é dirigida a jovens a partir dos 15 anos e visa promover a prática de vela e a troca de experiências a bordo, através da possibilidade de embarcar num veleiro para uma viagem onde estarão jovens de diferentes nacionalidades.


